Oxum é concebida por Iemanjá e Orunmilá


Um dia Orunmilá saiu de seu palácio para dar um passeio acompanhado de todo seu séquito.Em certo ponto deparou com outro cortejo, do qual a figura principal era uma mulher muito bonita.
Orunmilá ficou impressionado cm tanta beleza e mandou Exu, seu mensageiro, averiguar quer era ela.
Exu apresentou-se ante a mulher com todas as reverências e falou que seu senhor, Orunmilá, gostaria de saber seu nome.
Ela disse que era Iemanjá, rainha das águas e esposa de Oxalá.
Exu voltou à presença de Orunmilá e relatou tudo o que soubera da identidade da mulher.
Orunmilá, então, mandou convidá-la ao seu palácio, dizendo que desejava conhecê-la.
Iemanjá não atendeu o seu convite de imediato, mas um dia foi visitar Orunmilá.
Ninguém sabe ao certo o que se passou no palácio, mas o fato é que Iemanjá ficou grávida depois da visita a Orunmilá.
Iemanjá deu a luz a uma linda menina.
Como Iemanjá já tivera muitos filhos com seu marido, Orunmilá enviou Exu para comprovar se a criança era mesmo filha dele.
Ele devia procurar sinais no corpo.
Se a menina apresentasse alguma marca, mancha ou caroço na cabeça seria filha de Orunmilá e deveria ser levada para viver com ele.
Assim foi atestado, pelas marcas de nascença, que a criança mais nova de Iemanjá era de Orunmilá.
Foi criada pelo pai, que satisfazia todos os seus caprichos.
Por isso cresceu cheia de vontades e vaidades, o nome dessa filha é Oxum.
Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001